sexta-feira, 3 de setembro de 2010
The world's oldest living things
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Grupo de Biologia Evolutiva em Portugal
Citando e-mail que se encontra em circulação:
Grupo de 'Biologia Evolutiva em Portugal'
Em Setembro de 2005, foi criada uma rede informal entre os biólogos evolutivos portugueses, trabalhando quer em Portugal quer no estrangeiro. O objectivo foi o de melhorar a comunicação no seio desta comunidade, de forma a tomarmos conhecimento dos trabalhos desenvolvidos e dos eventos que se realizam na área.
Foi realizado um primeiro Encontro Nacional de Biologia Evolutiva em Dezembro de 2005, que reuniu colegas de todo o país e vários portugueses trabalhando no estrangeiro, que aproveitaram a sua viagem de férias a Portugal para também participar. Desde então um encontro tem vindo a realizar-se todos os anos (alternando entre Lisboa e Porto), tendo já ocorrido cinco encontros.
Existe um sítio na internet onde podem ver o historial do grupo e dos encontros, incluindo aceder aos programas de anteriores encontros, assim como hiper-ligações relevantes, incluindo ligações para vários grupos de investigação que trabalham em Biologia Evolutiva em Portugal
http://biologia-evolutiva.net/
Foi também formada uma lista electrónica «Biologia Evolutiva em Portugal», que conta com mais de 200 membros, e que serve para coordenar os encontros, divulgar eventos (conferências, defesas de tese, bolsas, etc.), e discutir temas relacionados com a biologia evolutiva. Para inscrição no grupo basta visitar
http://groups.google.com/
É fundamental que esta lista se actualize por forma a manter a sua eficácia na comunicação entre colegas. Solicita-se assim a todos os que, directa ou indirectamente fazem a sua investigação em temáticas relacionadas com esta áera integrativa de toda a Biologia, que se inscrevam no grupo.
domingo, 22 de novembro de 2009
"Dar-o-in" na investigação arqueológica
Ainda há tempo para reflectir sobre a influência que o naturalista inglês teve na arqueologia.

Infelizmente, não é incomum encontrar-se na bibliografia arqueológica, especialmente entre a geração que viveu e alinhou com o pós-modernismo, uma certa antipatia relativamente à obra e legado de Darwin, sendo este quase exclusivamente associado ao “darwinismo social” (embora Darwin não concordasse com ideias eugénicas, racistas ou à aplicação das suas teorias a políticas sociais).
Mais recentemente, alguns investigadores (p. ex. Stephen Shennan, Michael J. O’Brien) têm tentado uma abordagem teórica que explora a ideia de que os processos responsáveis por mudanças culturais ao longo do tempo são em larga medida semelhantes aos que operam na evolução biológica. Denominada arqueologia evolutiva ou darwiniana, esta corrente tenta aplicar modelos evolutivos (que pouco ou nada tem a haver com o famigerado darwinismo social) para responder a uma das mais importantes questões em arqueologia: porque mudam as sociedades ao longo do tempo?

Haverá tempo para falar mais demoradamente sobre a arqueologia evolutiva. Mas a contribuição de Darwin para a compreensão das sociedades e culturas humanas não se esgota aqui. Numa recente edição da revista Science foi publicado um artigo sobre as origens da religião. Esta é uma questão que interessa a arqueólogos, antropólogos, biólogos e neurologistas. É uma área de investigação necessariamente multidisciplinar e filosoficamente estimulante (porventura mesmo inquietante). Se os biólogos querem saber quais as vantagens evolutivas (se as houver) da religião, e os neurologistas se a crença em agentes invisíveis (leia-se deuses) é algo inerente ao processo cognitivo humano, os arqueólogos interessam-se sobre as características simbólicas da religião e tentam saber quando esta aparece.
Outro exemplo do impacto de Darwin na arqueologia encontra-se numa das suas obras não tão populares, de 1868 “The variation of animals and plants under domestication”. Nesta obra Darwin debruça-se sobre a selecção artificial de plantas e animais domesticados por seres humanos. Esta publicação viria a impressionar Nikolai Vavilov e inspirá-lo a propor a sua teoria dos centros de origem das principais plantas cultivadas. É discutível o grau de influência directa desta obra na arqueobotânica e arqueozoologia aplicadas à questão da origem da agricultura, mas ainda hoje muito do que sabemos sobre o início do Neolítico reside na identificação nos vestígios arqueológicos de animais e plantas domesticadas de características que os distingam dos seus antecessores selvagens. Isto foi algo que Darwin estudou exaustivamente.
PS – o título deste “post” é francamente infeliz e envergonho-me dele.