Manuel Vilas-Boas e a TSF levaram os "Encontros com o Património" ao Laboratório de Arqueociências do IGESPAR e deu a conhecer ao grande público os investigadores residentes e os domínios científicos ali trabalhados.
A entrevista focou a importância da Arqueozoologia, Paleobotânica, Paleotecnologia Lítica e Paleobiologia Humana para a reconstrução e compreensão do Passado. A entrevista pode ser escutada integralmente aqui.
sábado, 6 de novembro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Biblioteca de Arqueologia
Em arqueociências, como na arqueologia, uma boa biblioteca é essencial para se conseguir fazer investigação de qualidade. Infelizmente, em Portugal não abundam as bibliotecas com bons acervos de arqueologia e, ainda menos, de arqueociências. Por isso, quando frequentamos aquela que é a excepção não fica mal deixar aqui um elogio.
Já não ía há muito tempo à biblioteca de arqueologia do Igespar. Fui, pela primeira vez esta semana às instalações do Palácio da Ajuda e fiquei muito agradado. Melhor que as velhas instalações do Instituto Arqueológico Alemão e melhor que as duas localizações nas instalações do IPA em Belém. Este novo espaço é agradável, potenciador de trabalho e concentração. O acesso aos livros é rápido - nada como o acesso directo para facilitar as buscas e, ao mesmo tempo, para potenciar a descoberta de trabalhos que desconhecíamos.
No que respeita à arqueobotânica, área que melhor posso julgar, a biblioteca tem abundantes obras, ainda que faltem várias obras de referência (por exemplo "Arqueologia de las plantas" de Ramon Buxó). Por outro lado, é possível ter algumas surpresas.
Noto ainda com alguma surpresa, pela negativa, que nem todos os relatórios da série dos "Trabalhos do CIPA" estão disponíveis na biblioteca, o único local onde é possível consultá-los. Faltam relatórios de quase todas as áreas do antigo programa de arqueociências do IPA/IGESPAR. Questiono: para quando a sua disponibilização on-line? O CNANS disponibilizou os seus (vejam aqui), e as outras àreas quando seguem o exemplo?
Já não ía há muito tempo à biblioteca de arqueologia do Igespar. Fui, pela primeira vez esta semana às instalações do Palácio da Ajuda e fiquei muito agradado. Melhor que as velhas instalações do Instituto Arqueológico Alemão e melhor que as duas localizações nas instalações do IPA em Belém. Este novo espaço é agradável, potenciador de trabalho e concentração. O acesso aos livros é rápido - nada como o acesso directo para facilitar as buscas e, ao mesmo tempo, para potenciar a descoberta de trabalhos que desconhecíamos.
No que respeita à arqueobotânica, área que melhor posso julgar, a biblioteca tem abundantes obras, ainda que faltem várias obras de referência (por exemplo "Arqueologia de las plantas" de Ramon Buxó). Por outro lado, é possível ter algumas surpresas.
Noto ainda com alguma surpresa, pela negativa, que nem todos os relatórios da série dos "Trabalhos do CIPA" estão disponíveis na biblioteca, o único local onde é possível consultá-los. Faltam relatórios de quase todas as áreas do antigo programa de arqueociências do IPA/IGESPAR. Questiono: para quando a sua disponibilização on-line? O CNANS disponibilizou os seus (vejam aqui), e as outras àreas quando seguem o exemplo?
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Congresso em Biologia Evolutiva

O VI Encontro Nacional de Biologia Evolutiva terá lugar no dia 22 de Dez., na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, com o apoio do Centro de Biologia Animal (CBA/UL) e Centro de Biociências (ISPA).
Mais informações aqui.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Antropólogo Biológico Procura-se!
Fica aqui o concurso para admissão de um docente em Antropologia Biológica na SUNY Buffalo:
State University of New York at Buffalo invites applications for a full time, tenure-track Assistant Professor position in Biological Anthropology, starting Fall 2011, pending final budgetary approval. Responsibilities include teaching an undergraduate introduction to physical anthropology and additional courses at the undergraduate and graduate levels, including courses in their area of specialization. The standard load is two courses per semester, service to the department and University (as needed), an active research program and student advisement. Since Buffalo has a large medical school and an active Graduate Program in Evolution, Ecology and Behavior, research and teaching interests that compliment those strengths would be an advantage. Demonstrated interests in evolutionary processes and human origins as they relate to climate change, disease or bio-behavioral aspects of health will fill department needs. The Department of Anthropology at SUNY Buffalo offers an integrated program of archaeology, cultural and biological anthropology at both undergraduate and graduate levels. The successful candidate should have a background in general anthropology and a strong track record of field or laboratory research, including publications. A completed Ph.D. should be in hand.
Postdoctoral experience is an advantage. Salary and benefits are competitive. SUNY at Buffalo is an Equal Opportunity Employer/Recruiter, and provides reasonable accommodation to known disabilities of applicants and employees. Women and minorities are encouraged to apply. To apply, submit application through bioanthrosearch@buffalo.edu and attach a letter of application giving qualifications, interests and experience, a one page statement of current research activities and of future research plans, a current c.v., and the names and addresses of three referees by November 1, 2010. This e-mail address replaces UBJobs.Buffalo.edu which is not currently functioning. References, when requested, should be sent by email to Biological Anthropology Search Committee, bioanthrosearch@buffalo.edu.
State University of New York at Buffalo invites applications for a full time, tenure-track Assistant Professor position in Biological Anthropology, starting Fall 2011, pending final budgetary approval. Responsibilities include teaching an undergraduate introduction to physical anthropology and additional courses at the undergraduate and graduate levels, including courses in their area of specialization. The standard load is two courses per semester, service to the department and University (as needed), an active research program and student advisement. Since Buffalo has a large medical school and an active Graduate Program in Evolution, Ecology and Behavior, research and teaching interests that compliment those strengths would be an advantage. Demonstrated interests in evolutionary processes and human origins as they relate to climate change, disease or bio-behavioral aspects of health will fill department needs. The Department of Anthropology at SUNY Buffalo offers an integrated program of archaeology, cultural and biological anthropology at both undergraduate and graduate levels. The successful candidate should have a background in general anthropology and a strong track record of field or laboratory research, including publications. A completed Ph.D. should be in hand.
Postdoctoral experience is an advantage. Salary and benefits are competitive. SUNY at Buffalo is an Equal Opportunity Employer/Recruiter, and provides reasonable accommodation to known disabilities of applicants and employees. Women and minorities are encouraged to apply. To apply, submit application through bioanthrosearch@buffalo.edu and attach a letter of application giving qualifications, interests and experience, a one page statement of current research activities and of future research plans, a current c.v., and the names and addresses of three referees by November 1, 2010. This e-mail address replaces UBJobs.Buffalo.edu which is not currently functioning. References, when requested, should be sent by email to Biological Anthropology Search Committee, bioanthrosearch@buffalo.edu.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Ciclo de Conferências CIAS

Tim Thompson (Universidade de Teeside, Reino Unido) irá dar uma palestra no próximo dia 3 de Novembro de 2011. Esta iniciar-se-á às 12:00 e terá lugar no Departamento de Ciências da Vida, Antropologia (Anfiteatro 1).
O título da conferência é "Advances in the study of burned bone from forensic and archaeological contexts". Tim Thompson é um investigador proeminente na área dos ossos queimados que ultimamente se tem destacado na aplicação de tecnologias complexas como a Difracção de Raio-X, o Fourier-Transform Infrared Spectroscopy (FTIR) e o microscópio de varrimento de electrões (SEM) à análise de ossos queimados.
Esta palestra está incluida no ciclo de conferências do Centro de Investigação em Antropologia e Saúde (CIAS) da Universidade de Coimbra.
Aqui ficam algumas das suas publicações:
Thompson, T., 2004. Recent advances in the study of burned bone and their implications for forensic anthropology. Forensic Science International 146S, S203-S205.
Thompson, T.J.U., 2005. Heat-induced dimensional changes in bone and their consequences for forensic anthropology. Journal of Forensic Sciences 50, 185-193.
Piga, G., Thompson, T., Malgosa, A., Enzo, S., 2009. The potential of X-Ray diffraction in the analysis of burned remains from forensic contexts. Journal of forensic Sciences 54, 534-539.
Thompson, T., Gauthier, M., Islam, M., 2009. The application of a new method of Fourier Transform Infrared Spectoscopy to the analysis of burned bone. Journal of Archaeological Science 36, 910-914.
Interdisciplinaridade - a propósito da exposição de Abel Salazar
Acerca da exposição presente no Museu Soares dos Reis, “Transparência, Abel Salazar e o seu tempo, um olhar”, aproveito para fazer um elogio à interdisciplinaridade.
Segundo o folheto da exposição, Abel Salazar foi “médico, cientista, artista plástico, filósofo, ensaísta e professor universitário”. Enfim, um naturalista da primeira metade do século XX. Ouso dizer que a pluralidade de interesses é uma condição essencial para se conseguir manter uma perspectiva e prática interdisciplinar em ciência.
Ainda do folheto retiro a seguinte passagem:
“Aber Salazar foi um experimentalista na arte e na ciência, alguém que usou com mestria várias ferramentas do olhar: o microscópio, com que penetrava nas células e nos seus interstícios fazendo ciência, e os «macroscópios», com que entrava no mundo das pessoas, da sociedade, da política, transmitindo a sua visão interior, o seu olhar sensível e perscrutador sobre as coisas, fazendo arte. Tudo isto era ainda filtrado por um pensamento crítico e filosófico muito próprio, assente em regras que privilegiavam não a linearidade mas a complexidade dos fenómenos”.
Saliento a complementaridade das observações microscópicas e macroscópicas na compreensão dos fenómenos. Em suma, a realidade é bastante complexa e só pode ser apreendida através da análise de diferentes escalas, com recurso a diferentes técnicas. Tratam-se de princípios essenciais para uma prática científica interdisciplinar.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Homem moderno já produzia pão há 30 mil anos na Europa
Uma notícia do jornal Público de ontem:
"Há 30 mil anos não havia sal nem fermento na culinária. Por isso, o pão em forma de bolacha era crocante e sem sabor. Uma equipa de investigadores encontrou vestígios em vários sítios arqueológicos na Europa que mostram que este alimento tinha um lugar importante na dieta dos caçadores-recoletores muito antes da existência de agricultura.
“É como um pão achatado, como uma panqueca feita só de água e de farinha”, disse citada pela Reuters Laura Longo, da Universidade de Siena, em Itália, uma dos dez autores do artigo com a descoberta, publicado esta semana na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. “Faz-se uma espécie de pita e cozinha-se numa pedra quente”, disse. O resultado é um alimento “crocante como uma bolacha, mas sem grande sabor”.
Os investigadores encontraram grãos de amido em pedras com 30 mil anos que serviriam para moer vegetais, na Itália, na Rússia e na República Checa. Antes, tinham sido encontradas pedras de moagem com 20 mil anos em Israel.
As pedras tinham restos de pequenos grãos de vegetais que os cientistas identificaram como sendo de raízes de fetos, e de uma erva chamada deBrachypodium e grãos do género da Thyfa, que são tão nutritivos como os cereais utilizados hoje.
Só durante o neolítico, há cerca de dez mil anos, é que o homem começou a plantar cereais para a alimentação, iniciando a agricultura. Mas os investigadores defendem que a abundância destas plantas seria suficiente para os alimentos fazerem parte da dieta regular 20 mil anos antes.
Um factor importante para a descoberta destes grãos, foi o facto de os investigadores não lavarem as pedras encontradas. A lavagem das pedras dificultou durante muito tempo a descoberta de vestígios vegetais da alimentação, o que fez pensar que a dieta destas populações era feita à base de carne."
Podem ver a noticia aqui.
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