sábado, 20 de março de 2010
Colecções de Esqueletos Identificados
http://skeletal.highfantastical.com/
domingo, 14 de março de 2010
O site do BoneCommons finalmente reabriu!
sexta-feira, 12 de março de 2010
Frutos e sementes: imagens
Atropa bella-dona
Silene nutans
Taxus baccata
Buxus sempervirens
Medicago minima
Euphorbia helioscopia terça-feira, 9 de março de 2010
A "verdade" em ciência com ou sem máquina do tempo
sexta-feira, 5 de março de 2010
Programa do Congresso do IWGP
quarta-feira, 3 de março de 2010
Património Osteológico Humano em Portugal: Uma Base de Dados
Em que consiste o POHP?
É um ramo do próprio Sistema de Informação Endovélico, que gere a informação sobre sítios arqueológicos em Portugal, em todas as suas vertentes – investigação, escavação, valorização, informação sobre responsáveis por trabalhos arqueológicos efectuados em casa sítio, e relatórios elaborados para cada um. O POHP foi desenvolvido para englobar toda a informação que consta dos relatórios de escavação de ossos humanos, nomeadamente dos relatórios de Antropologia.
Quais são as vantagens associadas ao desenvolvimento deste projecto?
A especificidade da Arqueologia Funerária e as exigências da legislação portuguesa geram um volume de informação extremamente útil para a investigação arqueológica e mesmo para a gestão de espólios em museus. A partir do portal do IGESPAR poder-se-á saber onde se encontram depositados ossos humanos provenientes de determinada área geográfica e de determinada época, e em que estado de conservação se encontram.
Que informações específicas são disponibilizadas por esta base de dados?
A POHP armazena e permite relacionar dados sobre Arqueologia Funerária (necrópoles, sepulturas específicas, ossários, etc) e sobre Antropobiologia, quando esses dados existem em relatório – indivíduos, osteobiografias, estado de conservação, local de depósito.
De que forma a comunidade arqueológica portuguesa pode contribuir para um melhor registo dos dados a integrar no POHP?
O ex-IPA e o presente IGESPAR, IP tem pautado por regular o tipo e nível de informação que consta dos relatórios de Antropologia, de forma pedagógica e pedindo aos investigadores para colmatarem, determinadas falhas que possam, eventualmente, existir nos relatórios apresentados. O nível actual de informação fornecida está directamente relacionado com o curso dos trabalhos de campo, actividade que é fiscalizada pelos agentes do IGESPAR nas Extensões Territoriais. O projecto de alteração aio regulamento dos Trabalhos Arqueológicos que se encontra em discussão pública prevê algumas alterações a este nível, prevendo formalmente a incorporação de algumas variáveis sobre Antropologia Funerária e sobre Bioantropologia na fase de elaboração de relatório e na fase de escavação que o procede.
Em que fase se encontra o projecto?
O projecto foi desenvolvido em 2004 do ponto de vista informático; desenharam-se os formulários, as relações entre variáveis para a produção de relatórios/estatísticas a extrair dos dados inseridos. Entretanto, as alterações à orgânica levaram a uma pausa. Desde 8 de Janeiro de 2010 está a ser alimentada com dados específicos de necrópoles recentemente escavadas, e foi apresentada à comunidade no dia 1 de Março (Universidade de Coimbra; Grupo de Estudos em Evolução Humana) à qual se seguirá segunda apresentação na Associação dos arqueólogos Portugueses, a 16 de Março, no Largo do Carmo.
6) Como podemos aceder à base de dados?
A base de dados será aberta ao publico futuramente, em conjunto com o endovélico, através do portal do IGESPAR, IP. Por ora, a sua utilização ainda não é possível por falta de dados inseridos. No terceiro trimestre de 2010, contudo, deve estar disponível .
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Revisão por pares (peer review) alvo de criticas
O funcionamento do sistema de revisão por pares (peer review) tem sido questionado por diversas vezes. Hoje em dia, questionar a revisão por pares é questionar todo o sistema de validação do conhecimento científico.
Um texto intitulado “Turning peer review into modern-day holy scripture” divulgado na passada semana em http://www.spiked-online.com/index.php/site/article/8227/ Frank Furedi coloca o dedo na ferida. O autor aponta alguns dos vícios do sistema.
Diz o autor:
“the individuals who constitute a ‘community of experts’ also tend to be preoccupied with their own personal position and status. Often, the colleagues they are reviewing and refereeing are their competitors and sometimes even their bitter rivals. The contradiction between working as a member of an expert community and one’s own personal interests cannot always be satisfactorily resolved”.
“all too often the question of who gets published and who gets rejected is determined by who you know and where you stand in a particular academic debate”.
“First, there is the genuine mistake.
Second, there is the damaging influence of nepotism and professional jealousy.
The third, and in recent years the most disturbing, threat to the integrity of the peer-review system has been the growing influence of advocacy science.”
O autor aponta como principal exemplo da subversão do sistema de revisão por pares o debate em torno do aquecimento global e o já amplamente conhecido climategate. Denotam-se grandes dificuldades em publicar dados que contrariem as ideias vigentes e, quando a publicação é conseguida, questiona-se o carácter científico da própria revista ou a qualidade da revisão: “it is simply unthinkable that a publication that questions the prevailing consensus could have been properly reviewed”.
São mencionadas ainda acusações de atrasos propositados nas revisões de modo a que textos dos próprios revisores ou de membros do seu grupo de investigação, visando os mesmos temas, fossem publicados antes como portadores de novidades científicas.
Apesar das subversões, o autor acaba por considerar que este é ainda o melhor sistema de validação: “Nevertheless, peer reviewing has traditionally, at least, been the most effective way of exercising quality control over the proposals and output of the scholarly and scientific communities.”
Aconselho a leitura do texto em questão em http://www.spiked-online.com/index.php/site/article/8227/
Espero que possamos trocar aqui umas ideias acerca do assunto.